sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Cepas de Ouro

Em 2007, cinco vinhos espanhóis alcançaram a perfeição dos 100 pontos.
Depois de terem ganho esta espécie de Óscares do Vinho ... algumas vinhas passaram a ter cepas de ouro!
Quem quiser saber mais sobre as castas, o terroir ( Pingus 2004 )

A culpa não é do vinho

Passaram mais de dois mil anos depois de Cristo ter descido à Terra e uma boa parte da população mundial sobrevive com um rendimento diário inferior a um dólar.
No mesmo planeta, no ano 2008, existe bastante gente rica capaz de comprar uma garrafa de vinho tinto por mais de mil euros desde que tenha sido pontuada com 1oo pontos pela Wine Advocate!

Por amor de Baco, não culpem o vinho!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Quanto valem 100 pontos no Wine Advocate!

Cuando Jay Miller, el colaborador de Robert Parker encargado desde 2007 de cubrir –entre otros– los vinos españoles en el 'Wine Advocate', decidió conceder por primera vez en la historia de esa publicación cinco calificaciones perfectas de 100 puntos sobre 100 a otros tantos vinos españoles, y entre ellos colocó un vino de Toro, Termanthia 2004, estaba desencadenando la operación de compraventa más espectacular de la historia del vino español. Su desenlace se producía la semana pasada con la compra por el primer grupo mundial del lujo, Moët Hennessy-Louis Vuitton (LVMH), de la pequeña bodega Numanthia-Termes (menos de 100.000 botellas anuales) por una suma superior a los 25 millones de euros, según fuentes francesas.

Notícia retirada do site: http://elmundovino.elmundo.es/elmundovino/

domingo, 27 de janeiro de 2008

A poda curta Royat

Este é o resultado da "poda curta" Royat num cordão unilateral da vinha da Quinta de Arcossó.

A poda de formação

Cordão bilateral de videiras de dois anos de plantas enxertadas e certificadas.

Um cordão unilateral de videiras obtidas com enxertia directa no campo em 2007.

Nos anos seguintes, os cordões ( unilateral e bilateral ), devem ser podados com "poda curta" tipo Royat.

sábado, 26 de janeiro de 2008

A época normal da poda


A época normal da poda é quando a videira está em repouso vegetativo, (antes do choro) geralmente faz-se no mês de Fevereiro.
Nos climas frios com tendência ao aparecimento de geadas primaveris tardias , faz-se a "poda atrasada" durante o mês de Março para atrasar a rebentação das folhas.
Em Chaves, por essa razão, muitos viticultores só podam as suas videiras em Março.

No "post" de hoje vamos mostrar duas gravuras sobre um tipo de poda conhecido por "poda larga " de vara e talão, designado por Guyot duplo.



O sistema Bordalês é uma variante de Guyot duplo com a vara curvada em arco.

( Imagens recolhidas do Tratado de Viticultura General )

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O tradicional folar da Páscoa

Para terminar este capítulo dos sabores de Chaves, o "post" de hoje é dedicado ao folar.
Talvez um vinho jovem frutado, que pela Páscoa já está óptimo, para acompanhar esta iguaria!

sábado, 19 de janeiro de 2008

O casamento perfeito

Presunto do bom e vinho TINTO de Chaves.

Pastéis de Chaves

Estes são os pastéis para acompanhar o vinho BRANCO de Chaves.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Sabores e saberes raianos de Vila Frade

Para acompanhar os bons vinhos, Chaves tem outras coisas boas!

Vinhos de Chaves na lista dos convocados

Dois vinhos de Chaves, na selecção dos 240 melhores de 2008.
90 pontos - Qt. Arcossó - Regional Transmontano - TINTO - 2005
86 pontos - Qt. Arcossó - Regional Transmontano - BRANCO

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Vinhos de Marca para gente rica

ESTUDIO CALIFORNIANO SOBRE EL VINO
Cuanto más caro, mejor sabe
Los restaurantes que inflan los precios del vino podrían estar haciéndoles un favor a sus clientes. Un estudio ha descubierto que la gente que paga más por un producto lo disfruta también más. Los investigadores comprobaron que varias personas a quienes se dieron a beber dos vinos tintos idénticos afirmaron que les había gustado mucho más el que les dijeron que había costado más caro. Los escáner cerebrales confirmaron que sus centros de placer se activaron mucho más con el vino de mayor precio. Estas conclusiones podrían ayudar a explicar por qué los comensales ricos suelen estar dispuestos a pagar miles de euros por una botella de buen vino. Parece que gran parte del placer real lo genera más el alto precio que se ha pagado que la calidad de la añada.

Fonte: http://elmundovino.elmundo.es/elmundovino

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Sabores e Saberes de Chaves - 2008

Do dia 18 a 20 de Janeiro, a mostra dos Sabores e Saberes de Chaves, vai ter uma "barraquinha" com vinhos das vinhas de Chaves.
Lá estaremos para os provar!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Os 240 melhores vinhos

As vinhas de Chaves deram uvas para alguns desses vinhos

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Um tractor na Califórnia

Em Santa Bárbara, na Califórnia, é com máquinas deste calibre que preparam o terreno para plantar as vinhas.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Boas Festas ( 2 )

Os votos de um BOM ANO vinhateiro em 2008.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Boas Festas ( 1 )

Boas Festas, um Santo Natal e um Ano Novo com muito pão e vinho.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A debandada geral

Não vão faltar candidatos ao arranque da vinha!
A maior parte das vinhas velhas, estão há muito tempo abandonadas, já não produzem nada... os pequenos proprietários são pessoas idosas a quem mais um subsídio dá sempre jeito.
Em termos práticos esta medida não vai resolver o problema dos stocks excedentários, não é porque se vão arrancar cerca de 12000 hectares que Portugal vai produzir menos vinho!
Este arranque da vinha não significa que se vá produzir menos vinho, até porque aumentando ligeiramente a produtividade das cepas ( com fertilizantes ) podem produzir-se mais uvas em menos hectares, com menos qualidade óbviamente.
Para quem já está instalado e já fez a reconversão da sua vinha a medida até pode parecer favorável; na prática será mais um balão de oxigénio que alimentará a ilusão de que vai haver mais quota de mercado interno para vender o vinho.
Se já ninguém consegue parar a globalização, porque implementar medidas proteccionistas ao sabor dos franceses?
Dizer que é para proteger os pequenos agricultores é pura demagogia!
Os pequenos agricultores, esses, estão condenados a desaparecer dado que as suas cooperativas não souberam orientar os seus associados a fazer a reconversão da vinha em tempo útil.
As grandes companhias que dominam os mercados mundiais tem sempre soluções, já há empresas portuguesas que produzem vinho no Brasil.
O Chile duplicou a sua produção nos últimos 10 anos, o chamado "Novo Mundo" aumentou a produção e consegue vender vinho a baixo custo nas grandes superfícies de Portugal e da Europa!
Portugal tinha que fazer a reconversão das vinhas por forma a baixar os custos de produção, aumentar a sua competitividade e melhorar a qualidade dos seus vinhos e ganhar quotas de mercado de exportação; esse era o caminho!
Todos sabemos que os melhores terrenos para produzir vinho são solos pobres onde se não consegue produzir mais nada, então porque abandonar o pouco que nos resta da nossa agricultura?
No lugar das vinhas de Chaves, para o ano, teremos mais giestas e fogos florestais; o cheque dos "milhões" de euros é mais uma ilusão igual a tantas outras que nos tem feito empobrecer!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Repouso Vegetativo


Tal como a videira, o blog tem estado em repouso vegetativo!
Vamos deixar passar o frio!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

A ciência e a vinha

Estão publicados e disponíveis na internet imensos trabalhos científicos, sobre Viticultura e Enologia.
Para os leitores deste blog que queiram saber mais sobre estes dois temas, sugerimos uma visita ao nosso link : Trabalhos Científicos na Net.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Capelas e Catedrais


Esta linda imagem de uma "Capela" tradicional, foi retirada do blog vizinho de Águas Frias, é o retrato perfeito de uma verdadeira adega artesanal.
Os cestos, o lagar, a prensa, os pipos; esta adega perfeitamente arrumada tem tudo quanto basta para fazer um bom vinho a partir de uvas das vinhas de Chaves.

Esta é uma adega Newtoniana, onde tudo funciona por gravidade, uma verdadeira "Catedral" das novas vinhas de Chaves.
Reparem nesta "enologia espacial" (em três dimensões), os lagares inox de temperatura controlada, as higiénicas cubas inox, as barricas de envelhecimento.


Estas duas imagens mostram bem:
- um "novo mundo" da vinha e do vinho as suas tecnologias mais recentes.
- o "velho mundo" dos saberes artesanais milenários transmitidos de geração em geração com bastante interesse histórico, mas incapazes de competir numa economia global.
Nesta "Catedral" fazem-se reservas, nas "Capelas" tradicionais fabricam-se vinhos novos frutados óptimos para beber cedo e acompanhar com castanhas!
Cada um beba do que mais goste, ambos são fruto da videira e do trabalho de mãos calejadas dos nossos amigos flavienses!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Uma escola de sucesso

A Escola Secundária Dr. Julio Martins de Chaves merece hoje o destaque deste blog, faz parte do seu palmarés, mais um doutoramento obtido por um dos seus antigos alunos.
Na classificação das escolas para o chamado ranking nacional, também devem ser contabilizados estes resultados.
Nos países onde funcionam a sério as estatísticas tudo é contabilizado em favor da Escola.
O prestígio da Escola, aumenta a autoestima da instituição, justifica o mérito dos seus professores e motiva os seus alunos.

Está mais que provado, que uma sólida formação de base na matemática e nas línguas ( português e inglês ) são as ferramentas mais importantes para o sucesso dos alunos na Universidade nos cursos das áreas científicas.
Estão de parabéns todos os professores desta Escola.
A Escola Dr. Julio Martins é uma escola de sucesso!

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Plantas enxertadas

As plantas enxertadas são obtidas por processo industrial de enxertia em bancada.
A enxertia é feita em máquinas de enxertar e são postas a estratificar em estufas para ligar os dois elementos ( vide europeia e o bacelo americano ) e de seguida plantadas em viveiro para enraízar.
No ano seguinte são comercializadas com a raíz nua, isoladas na parte superior com uma cêra protectora, agrupadas em molhos conforme mostra a figura.
Este processo tem a vantagem de se obter, nos viveiros da especialidade, os clones de videiras de castas de qualidade nem sempre disponíveis para fazermos a enxertia de campo.
Num dos posts anteriores sobre "cepas com pedigree" já se falou da importância dos produtos certificados.

domingo, 23 de setembro de 2007

A casta branca Arinto

Nome oficial : Arinto
Na região dos Vinhos Verdes é conhecida por Pedernã.
A Arinto é uma cepa plantada de Norte a Sul de Portugal, sendo muito importante na elaboração de alguns vinhos brancos; próximo de Lisboa em Bucelas, desde há séculos que os vinhos á base de Arinto se tornaram famosos.

Estas uvas Arinto da Ribeira de Oura são responsáveis pela frescura dos brancos que estão de novo a projectar a fama dos vinhos da zona de Vidago.

sábado, 22 de setembro de 2007

Vinha tradicional em Segirei - Chaves

Esta foto, desta relíquia de vinha velha, foi retirada do blog vizinho da aldeia raiana de Segirei.
Nem de propósito, se conseguia melhor para fazer o contraste com as novas técnicas da cultura da vinha.
Esta vinha cultivada de forma livre e poda curta, muito bem trabalhada á moda antiga sem uma ervinha.
Se estiver nas encostas solarengas do rio Mente de certeza que dá bom vinho !

A Tinta Amarela


Nome oficial : Trincadeira Preta, em Trás-os-Montes chama-se Tinta Amarela.
A Trincadeira é uma cepa tradicional do Alentejo e bastante cultivada em Trás-os-Montes.
Dá óptimos vinhos monovarietais, aqui na região do Alto Tâmega no concelho de Valpaços começam a aparecer vinhos desta casta com algumas medalhas ganhas em concursos internacionais.

Estas fotos são de cepas da Qt. de Arcossó da Ribeira de Oura, o que leva o autor deste blog a acreditar que : "Chaves também pode ser terra de vinhas"!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

A vinha modelo da Ribeira de Oura

As famosas ladeiras de Arcossó são terras de bom vinho.

Vinha plantada ao alto com sistema de drenagem a meio da encosta.

Vinhas da Ribeira de Oura - Tinta Roriz

Nome oficial: Aragonez, para nós transmontanos chama-se Tinta Roriz


Uma cepa de Tinta Roriz com umas belas uvas

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Boas uvas, Tecnologia e Marketing !

Uma adega do "Novo Mundo", com as barricas de carvalho empilhadas junto da cuba de fermentação em inox, neste cenário maravilhoso.
Esta adega pertence a Lafondwinery de Santa Barbara na Califórnia, está com as mesas postas para mais uma festa de casamento.
Que bela ideia para promover um vinho e uma marca !

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Vinhas da Ribeira de Oura - Arcossó

Esbelta e elegante ela chama-se Tinta Barroca



Destas uvas Arinto só pode sair bom vinho


A Touriga Nacional em terras de Arcossó





Quando uma imagem vale mais do que mil palavras ...

Biodiversidade, sim ou não?

Hoje estiveram reunidos em Portugal os ministros da Agricultura da UE a debater a cultura da vinha.
Em Portugal houve manifestações de agricultores em que chamavam atenção para as dificuldades dos pequenos viticultores, face às novas propostas da PAC.
Mais uma vez, fala-se de novo arranque de vinha na União Europeia.
A Europa arranca, o "Novo Mundo" planta !
O tema não podia ser mais actual.
A globalização já está nos hipermercados de Chaves, vende-se vinho do Chile e da Califórnia a preços convidativos.
Então o que mudou nos últimos anos?
O chamado "Novo Mundo" pegou nas castas mais nobres dos países que históricamente cultivavam a vinha e investiu na investigação científica e começou a fazer vinho a que hoje se chama de "vinho tecnológico". Nas provas cegas ganha medalhas e dá bigodes aos Bordeaux!
Boas uvas, bem trabalhadas, com muita tecnologia na adega.
Como era antigamente?
Os nossos avós eram partidários da biodiversidade da vinha; muitas castas diferentes, todas misturadas, eram uma espécie de seguro de colheita, pois se uma falhava outra compensava... o objectivo era a quantidade dos "almudes"que tinham que produzir para manter a casa e pagar ao padre ou dar de beber aos trabalhadores no dia da jorna.
Nunca tinham um vinho "igual", quando muito parecido ... era até interessante todos os anos comentar os sabores do vinho da última colheita.
O vinho era saboroso á saída da pipa, depois de transfegado uma vez engarrafado azedava, voltava a ferver ou ficava vinagre! Na melhor das hipóteses ia perdendo a cor... e ficava cansado.
A vindima fazia-se pela maturação média, umas uvas muito maduras outras bastante verdes e algumas uvas mais ou menos doces!
O objectivo era um vinho frutado com muita "chispa"... para matar a sede!
A nova maneira de fazer:
No Douro as grandes companhias fizeram replantações com menos castas e as vinhas monovarietais, ou com talhões monovarietais.
No Alentejo alguns estrangeiros romperam com a tradição local e plantaram castas do "Novo Mundo" e fizeram adegas tecnológicas.
No concelho de Chaves também já há produtores que assimilaram as teses dessa nova escola.
Os vinhos (reservas) já se aguentam vários anos... e até melhoram a qualidade... tornam-se macios até parece milagre!
Eu sei que faz muita confusão aos nossos agricultores ouvir falar de vindimas monovarietais.
Pois é, vindimar o que está maduro e fermentar uma casta de cada vez!
Depois fazer a "mistura" de acordo com os objectivos e as tendências do mercado.
O produto final, o vinho obtido, é o resultado de um processo industrial e nunca de um processo aleatório derivado das condições climatéricas anuais.
As fermentações são feitas com conta peso e medida em equipamentos de temperaturas controladas e outras tecnologias.
Pode adiar-se a morte das pequenas explorações á moda antiga... com ou sem PAC, não mudar nada é o caminho directo ao fracasso.
Biodiversidade sim, mas... ou seja: manter "vivas" no nosso País muitas castas, mas cada parcela tem de ser cultivada de uma forma racional em cultura monovarietal.
Com muito sol e um clima temperado, fazendo como os outros já fazem, é possível competir neste mercado cada vez mais global e talvez até com algumas vantagens competitivas!
Está tudo inventado, não sejamos preguiçosos!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

A robótica do Novo Mundo

Esta máquina robotizada é uma estação multi-paramétrica que analisa de forma imediata e automática os três parâmetros da maturação das uvas: grau Brix, pH e acidez total.
Montada na entrada de acesso à adega, recolhe a amostra das uvas directamente do reboque do tractor ( ou dos contentores ), à vista do fornecedor das uvas e faz a análise imediata.
Não vale a pena tentar "enganar" a adega com uvas sem qualidade pois o robot dá ordem para bloquear a passagem impedindo a descarga do produto.

Setembro mês de vindimas

Marcar a data da vindima é agora a tarefa mais importante.
O controle da maturação mais simples é feito pela medição da concentração dos açucares ( graus Brix ) no mosto por meio deste pequeno aparelho óptico chamado refractómetro.
Basta colocar uma gota de sumo de uva no prisma e ler o valor na escala Brix.
Fazendo medições programadas num determinado número de cepas pré-marcadas vai-se acompanhando o estado da maturação das uvas.
Esta ferramenta é o mínimo equipamento que todo o viticultor deve possuir.
Actualmente fazem-se outras medições mais completas, tais como: graus Brix, o pH, a acidez total, para determinar o ponto exacto de maturação das uvas.
Para obter um bom vinho, a primeira das condições necessárias é ter boas uvas!
Depois... as tecnologias fazem o resto!

domingo, 9 de setembro de 2007

As novas castas de Chaves

A Portaria nº 124/2006 de 9 de Novembro, estabelece as regras para a denominação de origem ( DO -Trás-os-Montes), no seu anexo II indica as castas a utilizar na elaboração dos vinhos.
As castas para o concelho de Chaves, são:
BRANCAS (12):
Alvarinho, Arinto, Bical, Boal Branco, Côdega do Larinho, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Moscatel Galego Branco, Rabigato, Síria, Viosinho.
TINTAS (15):
Alicante Bouschet, Aragonez (Tinta Roriz), Baga, Bastardo, Castelão (Periquita), Cornifesto, Malvasia Preta, Marufo, Tinta Barroca, Tinta Carvalha, Tinto Cão, Touriga Franca, Touriga Nacional, Trincadeira (Tinta Amarela), Moscatel Galego Roxo.
Quanto a castas é uma fartura e há para todos os gostos... agora temos todas as da moda ( do Douro e Alentejo ) e também as castas existentes nas vinhas velhas da região.
Como novidade aparece o Alvarinho!
Para saber (+) consultar a fonte: Diário da República, 1ª Série- Nº216 - 9 de Novembro de 2006.

sábado, 8 de setembro de 2007

As cepas francesas mais famosas




sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Cepas com pedigree

As plantas já enxertadas são etiquetadas com um certificado, de pureza e garantia sanitária, obrigatório em toda a União Europeia.
- A etiqueta laranja corresponde a material standard de proveniência conhecida e que foi objecto de selecção massal por visualização externa de pureza varietal e sanitária.
- A etiqueta azul corresponde a material certificado obtido por selecção clonal a partir de um viveiro de plantas base.
No material certificado é obrigatório indicar o número do clone que foi registado em um organismo internacional depois de um complexo processo de certificação, além da identificação do viveirista.
A importância do uso de material certificado tem a ver com a preocupação de evitar a propagação de vírus por via vegetativa.
Os clones foram selecionados ao longo dos anos por um trabalho apurado da comunidade científica em função de determinados objectivos.
Infelizmente, nos dias da feira semanal em Chaves, continua a comercializar-se material de origem desconhecida com os perigos de propagação perpétua de determinados vírus e doenças das videiras.
O tempo de fazer como meu avô me ensinou já passou. As próprias Adegas Cooperativas que tem "pés para andar" já há muito tempo vem dando instruções precisas aos seus associados!
Em Chaves, nesta matéria, também é um deserto de ideias... ( salvo raras excepções, óbviamente); mais uma razão para aquele meu amigo voltar a dizer que "Chaves não é terra de vinhas"!

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Dois livros sobre as Vinhas de Portugal

16 Castas Portuguesas de José A. Salvador, edição Jornal de Notícias.
Uma obra ilustrada sobre as 16 castas portuguesas que estão na moda!


Os Vinhos e Vinhas de Portugal uma obra editada em inglês e português.

O autor é Richard Mayson, professor na Wine and Spirit Education Trust and Leith´s Scholl of Food and Wine - London.
Membro da Confraria de Vinho do Porto e apaixonado pelas vinhas portuguesas.

Duas obras muito interessantes, para não especialistas e bloguistas como nós; para quem gosta de saber algo mais sobre a vinha para além da simples notícia do jornal.

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Duas das cinco melhores

Tinto Cão e Tinta Barroca pertencem ao grupo das cinco melhores castas do Douro.
Estas castas são agora autorizadas e recomendadas para elaboração dos VQPRD de Chaves.

Ampelografia das duas Tourigas

A Touriga Nacional, considerada pelos especialistas portugueses como a "melhor casta do mundo".
Com uma folha áspera parecida com a Touriga Franca mas perfeitamente identificável pelos vários recortes.

Touriga Franca, também conhecida por "Touriga Francesa", já nossa conhecida em posts anteriores, é uma casta com muita expressão nos encepamentos de Trás-os-Montes.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Uma bastardeira com mais de 80 anos!

Inconfundível folha redonda, característica da Bastardeira, a cepa que toda a gente conhece!


Esta cepa foi plantada, pelo meu avô Fernandes, no princípio do século XX.
Na próxima época de enxertia vai ser clonada!
A casta Bastardo era a cepa raínha em Chaves e muito apreciada no Douro; dá muito álcool e os vinhos que tinham muito Bastardo davam muito grau.
Actualmente tem vindo a ser substituída pela cepas da moda - Tourigas e Tinta Roriz.

Ampelografia das videiras























Um exemplo da ampelografia, é muito fácil distinguir duas videiras diferentes pela forma da suas folhas.